Numa Casa Espírita pequena e simples, uma trabalhadora espírita todos os dias orava com fervor, solicitando aos bons Espíritos a possibilidade de uma aparição ou mesmo uma carta mediúnica de seu querido pai que tinha desencarnado há alguns anos, pois a moça alegava que não teve tempo o suficiente para dizer ao pai quando "vivo" que o amava, apesar de viverem juntos.
Certa vez, D. Lice, coordenadora da reunião mediúnica lhe falou:
-Filha, ontem a noite durante a reunião mediúnica recebemos uma comunicação de seu pai.
A filha ficou contente, chorosa e louca pra obter a carta.
Com a carta em mãos, a filha a leu de um relance só. E continha o seguinte escrito:
- Filhos queridos, amo todos vocês. Minha jornada nesta terra terminou, com a ajuda dos benfeitores dessa casa, continuarei meus estudos na seara espiritual. Fiz o possível para que todos os meus familiares pudessem compreender a verdadeira essência do Espiritismo. Agora cabe a cada um dar o primeiro passo em busca de sua evolução espiritual, que consiste na prática do bem e da caridade para com os outros e consigo mesmo. Luz a todos!
A filha quase caiu de susto e reclamou:
- D. Lice esse não é meu pai. Ele jamais falaria assim. nem tocou em meu nome!
Como a senhora sabe, sempre fui espírita, sempre frequentei os cursos, a mocidade espírita, as caravanas e seminários... sempre estudei demais a codificação e este Espírito vem nos chamar atenção para prática? Esse não é meu pai.
- Querida filha, disse D. Lice. Observa com cuidado e atenção a escrita que teu pai te dispensou. Vê nas entrelinhas o que ele te adverte. Se tu não acreditas na vida futura, se não absorve o conhecimento espírita e o coloca a disposição de todos, sem serventia é teus recursos. A prática da caridade consiste em saber amar, em saber conviver com todos e principalmente, em arregaçar as mangas e por-se a disposição da obra de Jesus. O campo está florido... já plantamos... agora vem a colheita. Põe teu chapéu de palha, pega tua enchada e vem conosco colher nossos frutos. Vamos compartilhar o que apreendemos e nos colocar como humildes servos de Jesus a disposição de todos que nos buscam.
A filha com lágrimas nos olhos, descobriu que a carta realmente era de seu pai e continha uma valiosa informação, que durante tantos anos de convivência aqui nesta terra, ela nunca percebeu, porque sempre estava longe dos verdadeiros oficios que seu pai exercia. Letras sem ação é como o livro preso a uma biblioteca somente visitada pelas pessoas. os livros ficão nas estantes parados e ninguém consegue abster-se de informações e colocá-las em prática.
Cláudio Fernandes pelo Espírito Edite
06/02/12
Realmente uma boa lição para todos nós que buscamos o verdadeiro entendimento da vida material e espiritual, q possamos levar o ensinamento para nosso dia a dia.
ResponderExcluirClécia