quarta-feira, 29 de março de 2017

Olhai os lírios do campo


Olá amigos (as).

Se os olhos são as janelas da alma, me pergunto diariamente: Como estão minhas janelas? Tenho as limpado frequentemente? O que emoldura minhas janelas, ou seja, estou olhando para que? para quem? para onde? Perguntas bem filosóficas!
Muitas vezes me deparo observando a vida alheia. Se fulano está bem? se sicrano conseguiu ganhar mais dinheiro que eu? Olho aquele amigo que comprou ontem um aparelho celular, um relógio, um sapato melhor ou mais caro que os meus.
Como gosto de olhar para a vida alheia! E quantas vezes esqueço de olhar-me.
Minha casa íntima continua cheia de sujeira. Os cantos da sala com teias de aranha... muita sujeira debaixo do tapete, a pia da cozinha cheia de louça suja para ser lavada. Enfim, meu íntimo continua cheio de sujeira, incluindo minhas janelas da alma, conjuntamente com minha porta (diga-se de passagem nossa boca e língua). Porta que anda a falar demais, reclamar demais, proferir impropérios demais e agradecer de menos.
Oh povo meu, que casa é essa? Tão difícil de limpar, de reformar, de progredir.
Mas, encontrei hoje, no meu Evangelho no Lar diário, o tema: BUSCAI E ACHAREIS. Olha aí?!
Jesus me dando uma receita simples e infalível de como limpar adequadamente meu lar interior, minha alma. "Pedi e vos será dado; buscai e achareis; batei à porta e vos será aberta; pois todo o que pede recebe, o que busca acha, e ao que bate se lhe abrirá."¹
Que notícia linda que lavou as vidraças de minhas sujas janelas. Lavou-me a alma.
Pois busco incessantemente a Ti Senhor! Busco tuas palavras, e principalmente me espelhar em tuas ações, muitas vezes silenciosas, que nos mostra que a ação é mais fecunda que meras palavras.
Limpemos agora nossas janelas da alma!
Olhemos neste instante para dentro de nosso ser.
Em conversa íntima com nossa alma, valorizemos o que temos de melhor.
Olhemos o outro como a nós mesmos. Amemos-nos!
Amor é o único limpador de nossas janelas, de nossa casa íntima.
Que possamos achar em Jesus a força necessária para buscar a perfeição hoje.

Abraço fraterno!

Cláudio Almeida

¹ O Evangelho Segundo O Espiritismo, Cap. XXV, item 1. Allan Kardec, Editora EME. 14° ed. São Paulo, 2000. 


domingo, 26 de março de 2017

Curso Básico da Doutrina Espírita

Curso Básico da Doutrina Espírita

O Curso Básico da Doutrina Espírita foi elaborado com o objetivo de oferecer ao iniciante do estudo sobre a Doutrina Espírita noções básicas de acordo com Codificação Espírita de Allan Kardec. O material exposto no curso baseia-se em apostilas do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita (ESDE), proposta da Federação Espírita Brasileira (FEB) e em outras bibliografias de autores espíritas como Francisco Cândido Xavier e Divaldo Pereira Franco, dentre outros importantes autores do Movimento Espírita.
O estudo on line deste curso não substitui o estudo presencial, mas defendemos que  é o caminho para adentrar nos conhecimentos espíritas. Ressaltamos, que para o real conhecimento da Doutrina Espírita, o estudante deverá sempre consultar as obras da Codificação. Desta forma, combinando o estudo à distância, a leitura de livros específicos e da prática cristã, poderemos conjuntamente descobrir a essência da Doutrina Espírita.
Esperamos que possamos nos sentir estimulados a buscar a Casa Espírita para ingressar  nos estudos permanentes oferecidos pelo Centro Espírita A Samaritana ou por outra Instituição Espírita.
Equipe Coordenadora do CEASead
https://ceasead.wordpress.com/curso-basico-da-doutrina-espirita/

Curso básico sobre Espiritismo

Quer conhecer a Doutrina Espírita? Visite o website de ensino à distância do Centro Espírita A Samaritana, o CEAS EAD.
Lá você vai encontrar vários cursos, incluindo o Curso de Introdução à Doutrina Espírita EAD.
Visite:
https://ceasead.wordpress.com/curso-basico-da-doutrina-espirita/

FEEC promoverá o Abril Espírita

A Federação Espírita do Estado do Ceará FEEC, estará promovendo o Abril Espírita.
Vejamos o vídeo de apresentação.

Dependência Química Na Visão Neurologica e Espiritual - Anete Guimarães

CONVITE

Bom dia turma boa.

Hoje, 26 de março de 2017 às 18 horas, o Centro Espírita A Samaritana encerra suas atividades alusivas a Semana A Samaritana em comemoração ao seu 70° aniversário de fundação.
Venha participar de nossa confraternização. Teremos como convidado o amigo do Lar de Clara, Nilton Souza.
Você e sua família são nossos convidados.
Centro Espírita A Samaritana
Rua José Façanha, 648 Bela Vista


O Que Fazer Para Encontrar A Paz Se O Passado É Vergonhoso! Divaldo Franco

sexta-feira, 24 de março de 2017

AUTOPERDÃO, por Joanna de Ângelis

AUTOPERDÃO

Joanna de Ângelis

Página psico- grafada pelo médium Divaldo P. Franco, na sessão da noite de 4 de janeiro de 2005, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.


Toda vez em que a culpa não emerge de maneira consciente, são liberados conflitos que a mascaram, levando a inquietações e sofrimentos sem aparente causa.

Todas as criaturas cometem erros de maior ou menor gravidade, alguns dos quais são arquivados no inconsciente, antes mesmo de passarem por uma análise de profundidade em tomo dos males produzidos, seja de referência à própria pessoa ou a outrem.

Cedo ou tarde, ressumam de maneira inquietadora, produzindo mal-estar, inquietação, insatisfação pessoal, em caminho de transtorno de conduta.

A culpa é sempre responsável por vários processos neuróticos, que deve ser enfrentada com serenidade e altivez.

Ninguém se pode considerar irretocável enquanto no processo da evolução.

Mesmo aquele que segue retamente o caminho do bem está sujeito a alternância de conduta, tendo em vista os desafios que se apresentam e o estado emocional do momento.

Há períodos em que o bem-estar a tudo enfrenta com alegria e naturalidade, enquanto que, noutras ocasiões, os mesmos incidentes produzem distúrbios e reações imprevisíveis.

Todos podem errar, e isso acontece amiúde, tendo o dever de perdoar-se, não permanecendo no equívoco, ao tempo em que se esforcem para reparar o mal que fizeram.

Muitos males são ao próprio indivíduo feitos, produzindo remorso, vergonha, ressentimento, sem que haja coragem para revivê-los e liberar-se dos seus efeitos danosos.

Uma reflexão em tomo da humanidade de que cada qual é possuidor, permitir-lhe-á entender que existem razões que o levam a reagir, quando deveria agir, a revidar, quando seria melhor desculpar, a fazer o mal, quando lhe cumpriria fazer o bem...

A terapia moral pelo autoperdão impõe-se como indispensável para a recuperação do equilíbrio emocional e o respeito por si mesmo.

Torna-se essencial, portanto, uma reavaliação da ocorrência, num exame sincero e honesto em torno do acontecimento, diluindo-o racionalmente e predispondo-se a dar-se uma nova oportunidade, de forma que supere a culpa e mantenha-se em estado de paz interior.

O autoperdão é essencial para uma existência emocional tranquila.

Todos têm o dever de perdoar-se, buscando não reincidir no mesmo compromisso negativo, desamarrando-se dos cipós constringentes do remorso.

Seja qual for a gravidade do ato infeliz, é possível repará-lo quando se está disposto a fazê-lo, recobrando o bom humor e a alegria de viver.

Em face do autoperdão, da necessidade de paz interior inadiável, surge o desafio do perdão ao próximo, àquele que se tem transformado em algoz, em adversário contínuo da paz.

Uma postura psicológica ajuda de maneira eficaz e rápida o processo do perdão, que consiste na análise do ato, tendo em vista que o outro, o perseguidor, está enfermo, que ele é infeliz, que a sua peçonha caracteriza-lhe o estado de inferioridade.

Mediante este enfoque surge um sentimento de compaixão que se desenvolve, diminuindo a reação emocional da revolta ou do ódio, ou da necessidade de revide, descendo ao mesmo nível em que ele se encontra.

O célebre cientista norte-americano Booker T. Washington, que sofreu perseguições inomináveis pelo fato de ser negro, e que muito ofereceu à cultura e à agricultura do seu país, asseverou com nobreza: Não permita que alguém o rebaixe tanto a ponto de você vir a odiá-lo.

Desejava dizer que ninguém deve aceitar a ojeriza de outrem, o seu ódio e o seu desdém a ponto de sintonizar na mesma faixa de inferioridade.

Permanecer acima da ofensa, não deixar-se atingir pela agressão moral, constituem o antídoto para o ódio de fácil irrupção.

Sem dúvida, existem os invejosos, que se comprazem em denegrir aquele a quem consideram rival, por não poderem ultrapassá-lo; também enxameiam os odientos, que não se permitem acompanhar a ascensão do próximo, optando por criar-lhes todos os embaraços possíveis; são numerosos os poltrões que detestam os lidadores, porque pensam que os colocam em postura inferior e se movimentam para dificultar-lhes a marcha ascensional; são incontáveis aqueles que perderam o respeito por si mesmos e auto-realizam-se agredindo os lidadores do dever e da ordem, a fim de nivelá-los em sua faixa moral inferior...

Deixa que a compaixão tome os teus sentimentos e envolve-os na lã da misericórdia, quanto gostarias que assim fizessem contigo, caso ainda te detivesses na situação em que eles estagiam.Perceberás que um sentimento de compreensão, embora não de conivência com o seu erro, tomará conta de ti, impulsionando-te a seguir adiante, sem que te perturbes.

Sob o acicate desses infelizes, aos quais tens o dever de compreender e de perdoar, porque não sabem o que fazem, ignorando que a si mesmos se prejudicam, seguirás confiante e invencível no rumo da montanha do progresso.

Ninguém escapa, na Terra, aos processos de sofrimento infligido por outrem, em face do estágio espiritual que se vive no planeta e da população que o habita ainda ser constituída por Espíritos em fases iniciais de crescimento intelecto-moral.

Não te detenhas, porque não encontres compreensão, nem porque os teus passos tenham que enfrentar armadilhas e abismos que saberás vencer, caso não te permitas compartilhar das mesmas atitudes dos maus.

Chegarás ao termo da jornada vitoriosamente, e isso é o que importa.

O eminente sábio da Grécia, Sólon, costumava dizer que nada pior do que o castigo do tempo, referindo-se às ocorrências inesperadas e inevitáveis da sucessão dos dias. Nunca se sabe o que irá acontecer logo mais e como se agirá.

Dessa forma, faze sempre todo o bem, ajuda-te com a compaixão e o amor, alçando-te a paisagens mais nobres do que aquelas por onde deambulas por enquanto.

Perdoa-te, portanto, perdoando, também, ao teu próximo, seja qual for o crime que haja cometido contra ti.

O problema será sempre de quem erra, jamais da vítima, que se depura e se enobrece.

Pilatos e Jesus defrontaram-se em níveis morais diferentes. A astúcia e a soberba num, a sua glória mentirosa e a sua fatuidade desmedida. A humildade real, a grandeza moral e a sabedoria profunda no outro, que era superior ao biltre representante do poder terreno de César. Covarde e pusilânime, Pilatos não lhe viu culpa, mas não o liberou, porque estava embriagado de ilusão sensorial, lavando as mãos, em tomo da Sua vida, porém, não se liberando da responsabilidade na consciência. Estóico e consciente Jesus aceitou a imposição arbitrária e infame, deixando-se erguer numa cruz de madeira tosca, a fim de perdoar a todos e amá-los uma vez mais, convidando-os à felicidade.

Perdoa, pois, e autoperdoa-te!

Falando-se de perdão

Na semana em que estou envolvido pelo tema do perdão, e lembrando das palavras dóceis do Mestre Jesus que devemos perdoar 70x7, trago para conhecimento de todos os amigos(as) as palavras da psicóloga Maria Aparecida Diniz Bressani que versa sobre o autoperdão, um bem necessário.

Autoperdão, um bem necessário
http://www.somostodosum.com.br/artigos/psicologia/autoperdao-um-bem-necessario-2554.html
http://somostodosum.ig.com.br/artigos/psicologia/autoperdao-um-bem-necessario-2554.html




Retorno do blog

Caros amigos e amigas,

estamos retornando as nossas atividades neste blog informativo.
Hoje, dia 24 de março de 2017, após uma ausência significativa.
Mas, em frente e para frente é que se anda! Então... andemos!

Abraço a todos!

Cláudio Almeida 

Feijoada na Samaritana